RÁDIO ROCKZONE

Riq Therrys: Exemplo de Perseverança


Olá, amigos! Hoje é dia de entrevista. Uma entrevista especial. Com o cara que eu mais gosto de ver cantar no underground do rock´n´roll. Por vários motivos.

Há mais de dez anos eu o conheci, através de um grande amigo em comum, o talentoso guitarrista Davis Ramay. Davis me ouviu cantar, e achava que eu era uma jóia a ser lapidada. Me indicou um cantor de uma ex-banda dele e lá fui eu pegar umas aulas de canto com o Riq. (risos) O resto é história... mas até hoje ainda utilizo alguns exercícios de canto, colocação e aquecimento vocal que ele me passou na época. (risos)

Riq é um cara que impressiona não somente pelo talento vocal que tem. Ele é humilde, acredita no rock´n´roll, nunca desiste. Passa pelas porradas da vida, levanta e segue em frente. Nem todos estão preparados para o sucesso. Todos temos fraquezas e momentos de erros. Mas torço por ele porque existem certas coisas que fazem a diferença: mesmo após um grande show, recebe cada fã com toda atenção e carinho; mesmo se o show não tiver o melhor equipamento ou se a casa estiver meio vazia, canta com a mesma garra e energia dos shows lotados com toda estrutura digna de espetáculo; mesmo com todos os elogios, jamais muda seu jeito simples e amigo de quando estava no início da carreira.

Eu vivo o rock há tempos. É um caminho difícil e, muitas vezes, com mais barreiras do que facilidades. Então, para prosseguir nele com dignidade, vivendo o sonho e a magia do palco, você tem que ter certas atitudes e superações.

A verdade é que muitos buscam o sonho falso do rock. Buscam ganhar milhões e serem contratados e priorizados numa grande gravadora. Legal, porém ilusório em 99,9% dos casos. Mas, enquanto uns vivem suas vidas em função de algo que não possuem, outros vivem o sonho de verdade. O sonho do rock´n´roll não está no dinheiro nem nas gravadoras. Está na música, no palco, no sangue, na adrenalina, no "soco no estômago" do bumbo, do riff de guitarra. O que vier além disso, é consequência e lucro.

Esse é o sonho que eu vivo e admiro. Esse é o sonho que Riq Therrys vive. Por isso, o trouxe hoje aqui. Leiam e entendam.

1 – A vida no rock´n´roll não é fácil como parece ser nos videoclipes do Kiss. Depois de todos esses anos no underground, a coisa mais comum é olhar para o lado e ver a rotatividade de pessoas. É um pouco triste ver que o sonho de muitos ficou pelo caminho, mas ao mesmo tempo é motivo de orgulho ainda estar lá e fazer parte daquilo. Você é um dos poucos que, desde quando comecei, ainda estão lá. O que te faz continuar? Por que a maioria fica pelo caminho?

Riq Therrys – Eu sou muito teimoso. (risos)
A diferença é que, o que nós somos, muitas pessoas "brincam de ser". Quando a vida aperta, elas param de brincar. A brincadeira acaba e elas chamam isso de "crescimento". Eu chamo de "seleção natural".

Conheço pessoas que dizem que abandonaram o rock, pois nunca tiveram o retorno esperado. Eu olho pra elas e pergunto em silêncio:
"Você realmente foi bom o suficiente pra ter algum retorno nisso?
Você lutou o suficiente? Estudou o suficiente? Aprendeu o suficiente?"
A resposta é sempre muito clara: é óbvio que não.
E são essas pessoas as primeiras a chegar e nos dizer: "Isso não vai dar em nada".
Só que o que elas não fazem e nunca farão a menor idéia é que "já deu", "já está dando".
Nós não "seremos" algo, nós já somos.
E estamos muito bem assim, obrigado.

2 – Sua banda de metal tradicional, a Drink From Hell, tem feito shows arrasadores e no atual momento está gravando material inédito. Conferi duas músicas e estão matadoras. Estou ansioso pelo resto do material. Sempre quis vê-lo cantando em uma banda autoral de metal tradicional, pois acho que é a sua cara. É o projeto que você sempre quis ter, mas ainda não tinha encontrado os músicos certos?

Riq Therrys – (risos) Você já respondeu a pergunta. Vou além, não só músicos, mas as pessoas certas também.
Eu nunca havia gravado metal, que eu mesmo tivesse composto, do jeito que eu sei fazer funcionar.
Era sempre o projeto de alguém, ou a banda tal, que o vocalista saiu.
Ou alguém querendo compor metal com outras influências, não muito familiares ao meu gosto pessoal.
Ou eu tentava mostrar uma idéia e a pessoa não conseguia visualizar.
Heavy Metal não se faz com um milhão de notas, não o que eu aprendi a amar.

O Drink é a reunião de pessoas que compraram minhas idéias, porque elas têm idéias semelhantes. Então, tudo faz sentido.
É voce pegar um riff, uma levada, um bom refrão, mostrar isso a alguém e a pessoa não sentir necessidade de entupir aquilo de informação desnecessária. Então, eu, Jonas (baixo) e Reinaldo (guitarra) estamos em casa. Nós somos nossos maiores fãs. Tocamos o que amamos, por puro prazer. O segredo é todo esse. O que vier disso, será lucro.
 
3 – O Highest Dream foi apenas um projeto AOR de estúdio ou existe chance de alguns shows no futuro?

Riq Therrys – Nasceu como projeto, tentou virar banda e desandou no processo.
Leo Mendes é um cara extremamente talentoso e uma boa pessoa.
O Highest é apontado lá fora como um dos maiores clássicos contemporâneos do estilo.
O que me deixa orgulhoso, pois tem melodias ali que escrevi em 1995.
E me lembra que minha veia AOR é forte, e talvez eu ainda tenha alguma lenha pra queimar.

4 – Você e o guitarrista Marc Snow formaram uma grande dupla e tinham uma química muito forte. Lançaram juntos um grande álbum de hard rock com a banda Snow. Do nada, tudo acabou. O que você tem a dizer sobre o cd, os shows e a separação da Snow?

Riq Therrys – Marc Snow! Não seria exagero meu dizer que é um dos maiores compositores de Hard Rock que já conheci (a nivel mundial). Puta guitarrista e um grande cara. O albúm que gravamos juntos é matador.
Infelizmente, por motivos pessoais, o Mark deixou o projeto, e continuar sem ele não fazia muito sentido.
Da base do Snow veio o M.A.S.T.E.R.S., e a época mais conturbada da minha vida.

Muitas coisas aconteceram nos bastidores, envolvendo minha vida pessoal, que influenciaram diretamente no fim de tudo.
Imagine um dia você acordar inimigo número um de TODOS os seus amigos.
Tipo, voce é o culpado e ponto final. E você se pergunta: "Por que não me chamaram pro julgamento?" ou "Qual parte desse filme eu pulei?".
Como o diabo na Bíblia, sem o menor direito de resposta. Estava decidido. Ponto final.

Pensei seriamente em abandonar tudo e não to falando só dos palcos...
Isso foi se transformando num tipo de fúria cega e, estupidamente, descarreguei em cima de uma pessoa que eu mesmo lutei para que continuasse no projeto e que apostava muito em mim.
Eu fui estúpido com "E" maiúsculo, saí do projeto e caí no jogo de gente que queria ver o fim da banda (para seu próprio interesse).
No final da história, eu realmete fui culpado, mas o crime mesmo foi outro: burrice.

5 – Cantar em Português não é algo simples para quem cresceu ouvindo rock em Inglês. Você fez isso, e muito bem, durante anos com a banda de prog metal Sigma 5. Existe chance de alguma reunião com o Sigma ou algum novo projeto seu cantando em nosso idioma?

Riq Therrys – Obrigado cara.
Fizemos um show de reunião há dois anos atrás.
Eu não me apresentava com o Sigma desde 2002.
Foi emocionante, literalmente.
Infelizmente, pelo total amadorismo dos organizadores, nosso show foi subitamente cortado pela metade.

Um "poderoso" vocalista de uma grande banda do metal nacional, que iria se apresentar em seguida, se intimidou e mandou acabar.
Tsc, tsc, tsc... muito feio isso.
Sabe... você já tem uma revista que (literalmente) vende você, TODO SANTO MÊS.
Turnês e turnês internacionais nas costas.
Se isso não faz de você alguém de verdade, não é boicotando o sucesso de alguém que você conseguirá.

Um dos integrantes que já não estava na mesma "pilha do rock'n'roll", resolveu sair, logo em seguida do acontecido, e a reunião não foi adiante.
Uma pena! Amo esses caras! Aprendi muito ao lado deles.
Sobre outro projeto cantado em Português, tenho sim, o New Id.

6 – O New ID é diferente de tudo o que você já fez antes. Fale um pouco sobre ele.

Riq Therrys – Sabe, eu adoro rock/metal moderno, apesar de ter sido criado ouvindo sempre as coisas mais clássicas possíveis do estilo.
O New ID é o lugar onde eu posso desenvolver todas as influências que tenho, não ligadas ao Metal Tradicional/Hard Rock/AOR.

Às vezes, eu me pego no youtube vendo algo como o Judas Priest, emendo num FM, passo pelo Disturbed e fecho com um Peter Cetera. Aí, eu paro e penso: "Cara, você é doente!" (risos)

A questão é: na hora de compor/ensaiar/ir pro palco, eu gosto de cada coisa no seu devido lugar.
Aí entra o New ID: suprir algo que o Drink From Hell, por exemplo, não poderia.
O tipo de levada, peso, melodia em si, até a própria mensagem, é outra.
Resumindo: é algo moderno, pesado e em Português.

7 – Algumas bandas covers suas foram bastante populares no underground carioca. Iron Maiden, Manowar, Dio. Acompanhei as três e eram todas ótimas. Atualmente, você está com um novo cover do Iron, tocando somente músicas lado B. Como surgiu a idéia desse projeto? Existe alguma banda que você gostaria muito de fazer um cover, mas ainda não teve tempo ou músicos para fazê-lo?

Riq Therrys –
Sim, brother. Grandes recordações.
Eu montei todas elas pelo simples motivo de adorar cantar tanto o Maiden, como o Manowar e o Dio.
São três influências diretas como vocalista e verdadeiros mestres da voz.
Eu sempre me foquei em cantar da mesma forma que eles, em termos de técnica mesmo, não em ficar imitando timbre de um ou de outro.
Tenho minha voz, que pode não ser a mais bela/poderosa do mundo, mas é minha. (risos)
E com o tempo, aprendi a usá-la e a gostar dela.

Montei esse novo tributo a Maiden, me focando nas músicas que a banda não costuma tocar ao vivo (algumas nunca foram tocadas) pelo simples fato de gostar muito de coisas que ficaram esquecidas.
Eu realmente sentei e pensei: "o que eu gostaria de ver num show do Maiden?", e montei o set.
Nada contra os grandes hits, mas cara... eu acho que nem o Maiden aguenta mais. (risos)

No Drink From Hell, nós tocamos Manowar, Judas Priest, Mercyful Fate, Dio, Black Sabbath, Accept...
Agora tenho o Dark Maiden. Então, em termos de metal, não existe mais nada que eu gostaria de cantar.
E, em outros estilos, não existe uma banda em especial que eu montaria um cover.

8 – Você tem sido DJ em algumas festas rockers do Rio. Como tem sido a experiência de comandar a festa com suas músicas favoritas?

Riq Therrys – É um eterno cuidado. (risos)
Mesclar o que você curte e o que você sabe que vai colocar, e todo mundo vai cantar/dançar, mas que na verdade, você não aguenta mais ouvir. (risos)
Aí entra o bom senso, o trabalho de pesquisa, a hora certa de "arriscar" uma música.

Paciência de saber que vai aparecer um cara te pedindo pra tocar uma banda, que você tocou há três músicas atrás, mas que ele não reconheceu, por só querer ouvir os clássicos da banda.
Então você toca a bendita música e ele volta 5 minutos depois, pedindo outra. Da mesma banda. (risos)

Eu estou começando nessa área. Ajuda o fato de conhecer bastante coisa em relação a material pra tocar, e claro, o público.
Dar o que eles querem da forma que você gosta de ouvir.
Mas confesso, tem coisas que não irei tocar. NUNCA!!! (risos)

9 - Há um tempo atrás, você fazia parte da banda de metal Thoten. Ela parecia ter uma boa estrutura e eu achava que daria bons frutos. Mas, ela sumiu e eu nunca mais tive notícias. O que houve?

Riq Therrys – Uma série de trocas de integrantes + atrasos e mais atrasos em relação à finalização do cd + troca de integrantes + regravação do cd + troca de integrantes + atrasos na finalização da regravação do cd + o tempo passando + a paciência se esgotando = um cd que nunca foi lançado, um milhão de vezes superior ao debut da banda, que provavelmente o mundo não irá ouvir.

Fiquei realmente sem tempo para fazer parte do projeto e não sei se realmente ele foi adiante.
Gosto muito do Marcos Barzo, grande pessoa e o melhor batera que eu já vi tocar.

10 – Fale um pouco sobre os seguintes vocalistas:

Ronnie James Dio – O rei.
Um exemplo de integridade e longevidade que eu vou seguir até os ossos aguentarem.

Eric Adams – O guerreiro.
Principal influência como vocalista. O cara que me fez começar a ter aulas de canto, pois Maiden eu conseguia cantar, Manowar NÃO.

Rob Halford – O ícone.
Sua voz define o metal.
Ponto.

King Diamond – O demônio.
Na minha opinião, o cara com mais colhões do metal. Enquanto o Ozzy cantava "Please god help meee!!", ele cantava "Hail Satan", e pagou um preço pela ousadia. O Mercyful Fate não tem nem metade do reconhecimento merecido.

Mark Free – O azarado.
Gravou um dos melhores albúns de Hard/AOR de todos os tempos (com o Unruly Child), foi entregar e a gravadora disse : "Nós só queremos coisas que pareçam com o Nirvana agora". É a voz do AOR e o meu compositor favorito do estilo.

David Coverdale – A voz.
O que dizer? Tem o timbre mais bonito do rock'n'roll e tecnicamente falando, não fica nem entre meus 10 preferidos. (TECNICAMENTE FALANDO)

Steve Perry – O disco.
Ótimo vocalista, um dos poucos que reproduziam ao vivo com fidelidade o que foi gravado no estúdio.

Blackie Lawless – O monstro.
A voz de um monstro. Ninguém fala desse cara. Está entre as 5 vozes mais poderosas de todos os tempos do rock, na minha humilde opinião.

Jon Bon Jovi – O esperto.
Mais cantor do que aparenta. Mais esperto que todos da sua geração. Tornou sua banda uma das mais bem sucedidas de todos os tempos, quando viu que o estereótipo iria acabar com o próprio estilo.

Michael Bolton – A máquina.
Ningúem faz idéia do quanto esse cara canta, até tentar cantar algo dele. (risos) Ótimo compositor também.
Feeling raríssimo.

Paul Stanley – O esquecido (como cantor).
Subestimado como cantor, pelo grande circo que é o Kiss.

11 – Você fez backing vocal para músicos lendários do rock mundial como Joe Lynn Turner, Ted Poley e Tony Martin. Que lembranças você tem desses momentos especiais, dividindo o palco com alguns dos seus ídolos?

Riq Therrys – Vamos lá...

O Ted é um dos caras mais carismáticos que eu já vi, sem exagero.
Domina o palco, tem um feeling do caralho e tenho orgulho de falar de um lado que poucos conhecem, o humano.

Lá estávamos nós, pegando aquele gostoso trânsito de fim de tarde de Sampa, atravessando a cidade praticamente.
Chegamos ao hotel, e um dos produtores responsáveis pelo "check in", não estava lá. Imagine a cena: todos mortos, cansados, estressados e o tal produtor não chegava. Começou a ficar insuportável, e o pessoal do hotel aceitou que pelo menos o Ted, se adiantasse.
Nós mesmos falamos: "Vai lá, man. A gente segura aqui". Ele se vira e diz: "No way, we're together, I don't live my boys behind, I'm ok".

Óbvio, nós o convencemos e logo o produtor chegou e tal, mas é o gesto sabe?
Esse foi um dos muitos. A idéia de time, de se importar, de estar ali junto MESMO.
Ele ganhou um fã pro resto da vida, por tudo.

O Joe.
Assim como o Ted, ele me deu muita moral.
Tipo: "Vai lá, canta essa parte".
Sem se importar se "o moleque sul-americano vai alcançar uma nota mais alta que a minha, ou terá mais folêgo pra dar o agudo tal."

Joe tem plena consciência do que representa na história do Hard Rock, e se orgulha disso.

É o cara que vai até ali, no cantinho do palco, onde você está escondido, e canta junto contigo.
Grande cara, grande voz.

Tony.
No final do último show da tour que fizemos com o Joe, ele entra no camarim e diz ao Joe: "Por que você não me disse que ele alcançava aquelas notas?" (se referindo às partes de "Burn" que o mestre Hughes faz ao vivo, que eu também fiz como ele, os agudos)
Aí, o Joe vira e diz: "Because he's MY backing vocal, not yours".

Então, você pode imaginar a cara de babaca que eu fiquei, vendo duas grandes referências pra mim, brincando sobre minhas boas capacidades vocais.

12 – Mande um recado final para os leitores. Se tiver algum show marcado ou alguma previsão de lançamento de material inédito, fique à vontade para divulgar.

Riq Therrys – Em primeiro lugar, obrigado a você pelo "túnel do tempo". (risos)

Sigma 5, Snow, M.A.S.T.E.R.S, Thoten, Highest Dream, Manowar/Maiden/Dio, as gigs como backing vocal, agora o Drink From Hell, fora outros pequenos projetos. São apenas 16 anos de música pesada, mas muito bem ralados, com muitas histórias pra contar.
Estou pronto para os próximos 16. (risos)

Parabéns por cobrir tão bem assim, importantes pontos da minha vida musical e, mais uma vez, ao Rock Zone pela iniciativa.
Ao pessoal que curte meu trabalho, meu muito obrigado.

Em breve, o Drink From Hell estará lançando o primeiro álbum.
Por enquanto, vou fazendo barulho com o Dark Maiden.
Dia 07, próximo sábado, estaremos estreando na festa "Um Drink no Inferno", no bar Heavy Duty.
Apareçam, diversão garantida. (risos)

Um grande abraço a todos e lembrem-se:
Realizar é a nossa função, o reconhecimento será uma consequência natural disso. REALIZE!!!

Riq Therrys

Texto: Thiê Rock
Comentários
3 Comentários

3 comentários:

Anônimo disse...

O Riq é um dos caras q eu mais admiro; não só como vocalista, mas também como pessoa. Como diz o título da entrevista, o Riq é um exemplo: não apenas de perseverança, mas principalmente de dignidade e integridade. Cabeça erguida sempre!

Sinto orgulho de ser amigo deste cara q para mim se tornou um verdadeiro irmão. Torço muito para q tudo (eu disse TUDO) dê certo para ele, pois se tem alguém q merece, esse alguém é ele.

HELL!!!

by Meanstreet @ work

Thiê disse...

Isso aí, Meanstreet!

Anônimo disse...

Uma pena nao ter podido contar com ele no meu disco !!!!! Certamente faria linhas vocais fuderosas.

Riq é um cara que qd vc mostra as ideias e o que quer fazer e pondera sobre se faz ou não, é o primeiro a falar: que isso cara, vc pode fazer isso sim! - qd falei que queria fazer um disco exodus com van halen ele arregalou o olho, sorriu e disse : vai ficar metal! hahahahahah...

Vida longa pra ele e pros seus futuros trabalhos!

Monika Reeve